Interzona - protocolo_666.3
Idealizado por Jean Souza, também responsável pelo Suzana’s Bauten, e com um catálogo
extenso de produções lançadas, busca explorar a antimúsica, a experimentação não-comerciável
que não pode ser chamada de popular.
Inspirado pela literatura, quadrinhos e filmes, traz na bagagem a tentativa de transcrever em
ruído o sentimento de desesperança e de cansaço para com o mundo. Com o nome inspirado
pela obra Naked Lunch de William Burroughs, misturado às vanguardas como o Dadaísmo e o
Surrealismo, além da sujeira do hardcore, do metal extremo, do noise rock barulhento dos anos
1990, do caustico noise japonês, industrial old-school e dark ambient, busca uma identidade
musical distinta e marcante.
Seus temas giram em torno do futuro cyberpunk, marcado pelo egocentrismo, a desesperança, a
falta de afeto e tudo que o capitalismo nega aos que nele não podem se encaixar.
Tudo isso feito com sons captados do ambiente e descontruídos em programas de edição, de
modo rústico, brutal e violento, no melhor estilo punk de “faça-você-mesmo”. É a trilha sonora
que combina com o mundo, com as pessoas e, talvez, até com você.
Conceived by Jean Souza—who is also behind Suzana’s Bauten—and boasting an extensive catalog of released works, the project seeks to explore "anti-music": a form of non-commercial experimentation that defies categorization as popular music.
Inspired by literature, comic books, and cinema, it carries with it the ambition to transcribe into pure noise the feelings of hopelessness and world-weariness. Its name, inspired by William Burroughs’ *Naked Lunch*—and fused with avant-garde movements such as Dadaism and Surrealism—draws further influence from the grit of hardcore, extreme metal, the raucous noise rock of the 1990s, caustic Japanese noise, old-school industrial, and dark ambient music, all in pursuit of a distinct and striking musical identity.
Its thematic core revolves around a cyberpunk future—one characterized by egocentrism, despair, emotional detachment, and everything that capitalism denies to those unable to fit within its confines.
All of this is crafted using field recordings—sounds captured from the environment and subsequently deconstructed via audio editing software—in a raw, brutal, and violent manner that embodies the quintessential punk spirit of "Do It Yourself." It is a soundtrack that resonates with the world, with its people, and—perhaps—even with you.
interzonaharsh.bandcamp.com
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